PoéticaRecordação Cecília Meireles Postado Por Raí T. Rio 19 de julho de 2013 Postado Por Raí T. Rio 121 Agora, o cheiro áspero das flores Leva-me os olhos por dentro de suas pétalas. Eram assim teus cabelos; Tuas pestanas eram assim, finas e curvas. Você pode se interessar por este post A Alma dos Velhos As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo, Tinham a mesma exalação de água secreta, De talos molhados, de pólen, De sepulcro e de ressurreição. E as borboletas sem voz dançavam assim veludamente. Restitui-se na minha memória, por dentro das flores! Deixa virem teus olhos, como besouros de ônix, Tua boca de malmequer orvalhado, E aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios, Com suas estrelas e cruzes, E muitas coisas tão estranhamente escritas nas suas nervuras nítidas de folha, – E incompreensíveis, incompreensíveis. Tem alguma opinião? Compartilhe sua reação ou deixe um comentário rápido — adoraríamos saber sua opinião! 0 -1 0 0 0 0 Cecília Meireles Compartilhar 0 FacebookTwitterWhatsappEmail Comentar Deixe um comentário Cancelar resposta Post Anterior Carta Ao Que Se Foi Próximo Post Cançãozinha para Tagore Você também pode gostar destes posts O Meu Alentejo Uma Noite Especiaria