FragmentosOlhos de Capitu Machado de Assis Postado Por Raí T. Rio 24 de maio de 2026 Postado Por Raí T. Rio 191 “Retirei-me para os [anjinhos], e depois fui para a sala. Capitu estava cosendo. (…) — Deixe ver os olhos, Capitu. Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, «olhos de cigana oblíqua e dissimulada». Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. (…) Demais, ela não baixou os olhos, como eu esperava; fitou-os em mim, não direi desaforadamente, mas com uma franqueza firme e curiosa.” Você pode se interessar por este post Volta Ao Rio É Tempo: “Mas é tempo de tornar àquela tarde de novembro, uma tarde clara e fresca, sossegada como a nossa casa e o trecho da rua em que morávamos. Verdadeiramente foi o princípio da minha vida; tudo o que sucedera antes foi como o pintar e vestir das pessoas que tinham de entrar em cena, o acender das luzes, o preparo das rabecas, a sinfonia… Agora é que eu ia começar a minha ópera. “A vida é uma ópera”, dizia-me um velho tenor italiano que aqui viveu e morreu… E explicou-me um dia a definição, em tal maneira que me fez crer nela. Talvez valha a pena dá-la; é só um capítulo.” Fragmento de “Dom Casmurro” Tem alguma opinião? Compartilhe sua reação ou deixe um comentário rápido — adoraríamos saber sua opinião! 0 1 0 0 0 0 Machado de Assis Compartilhar 0 FacebookTwitterWhatsappEmail Adicionar Novo comentário Deixe um comentário Cancelar resposta Quero me inscrever na newsletter! Post Anterior Capitu Próximo Post Um Dever Amaríssimo! Você também pode gostar destes posts O Espelho O Estrangeiro Turbilhão