PoéticaDuas Lágrimas Fátima Hauck Postado Por Raí T. Rio 19 de julho de 2013 Postado Por Raí T. Rio 56 Dos olhos de um homem Uma lágrima eu vi rolar – Por que choras? Perguntei. Por que tanta dor em teu olhar? Parece que trazes contigo todas as dores Do mundo, tamanho é o teu pesar! – Por que choras me perguntas? Por que padeço assim? Porque todas as dores do mundo caem sobre mim Eu sou o esteio da vida, sou o amparo e a guarida Sou paz e liberdade, sou um grito na garganta Sou o sol e a planta, sou o caminho e a verdade Sou a árvore e a raiz, sou os lábios de quem diz uma prece em fervor Sou a relva e o orvalho, sou a cruz e o calvário Sou a bondade e o amor, sou o passado e o presente Sou o senhor de muita gente e de outras sou irmão Sou amigo e companheiro, sou o descanso do guerreiro e do justo o coração Sou o vento e a tempestade, sou o pai da humanidade Sou o carinho e o perdão, sou a noite, sou o dia Sou onde tudo principia, sou de Deus a criação Eu sou a natureza, sou o quadro e o pintor De tudo faço parte, em tudo estou – Diz-me, então, meu bom amigo, com verdade e com franqueza Se de tudo fazes parte e se é tua essa beleza Por que então trazes na alma esta infinita tristeza? – De tudo faço parte, pode crer no que te digo Mas é verdade também que nem todos fazem parte comigo. Ao dizer estas palavras, com ternura me olhou E dos seus olhos tristes, outra lágrima rolou. Você pode se interessar por este post Praia do Fim do Mundo Tem alguma opinião? Compartilhe sua reação ou deixe um comentário rápido — adoraríamos saber sua opinião! 0 -1 0 0 0 0 Fátima Hauck Compartilhar 0 FacebookTwitterWhatsappEmail Adicionar Novo comentário Deixe um comentário Cancelar resposta Quero me inscrever na newsletter! Post Anterior Cançãozinha para Tagore Próximo Post Ode aos Calhordas Você também pode gostar destes posts Jura Recordação Vou-me Embora Pra Pasárgada