PoéticaRecordação Cecília Meireles Postado Por Raí T. Rio 19 de julho de 2013 Postado Por Raí T. Rio 66 Agora, o cheiro áspero das flores Leva-me os olhos por dentro de suas pétalas. Eram assim teus cabelos; Tuas pestanas eram assim, finas e curvas. Você pode se interessar por este post Saudade As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo, Tinham a mesma exalação de água secreta, De talos molhados, de pólen, De sepulcro e de ressurreição. E as borboletas sem voz dançavam assim veludamente. Restitui-se na minha memória, por dentro das flores! Deixa virem teus olhos, como besouros de ônix, Tua boca de malmequer orvalhado, E aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios, Com suas estrelas e cruzes, E muitas coisas tão estranhamente escritas nas suas nervuras nítidas de folha, – E incompreensíveis, incompreensíveis. Tem alguma opinião? Compartilhe sua reação ou deixe um comentário rápido — adoraríamos saber sua opinião! 0 -1 0 0 0 0 Cecília Meireles Compartilhar 0 FacebookTwitterWhatsappEmail Adicionar Novo comentário Deixe um comentário Cancelar resposta Quero me inscrever na newsletter! Post Anterior Carta Ao Que Se Foi Próximo Post Cançãozinha para Tagore Você também pode gostar destes posts Qualquer Música Saudade Ítaca