Dom Casmurro - 1899
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Dom Casmurro – 1899

H. Garnier (Paris)

Postado Por Raí T. Rio

Dom Casmurro é um romance de 1899 do escritor brasileiro Machado de Assis. Considerado uma das obras-primas da literatura brasileira, explora temas de ciúme, memória e ambiguidade através da narrativa em primeira pessoa de Bento Santiago, conhecido como Dom Casmurro.

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Dom Casmurro foi o sétimo romance publicado por Machado de Assis, seguindo-se a Quincas Borba (1891) e precedendo Esaú e Jacó, de 1904. Objeto de numerosos estudos e releituras, a obra é considerada por grande parte da crítica o ápice da ficção machadiana, e seu enredo e personagens instalaram-se como poucos no imaginário literário brasileiro.

Dom Casmurro é um romance da maturidade plena de seu autor. Para alguns, é o romance perfeito, articulando de maneira impecável as várias instâncias narrativas: enredo, narrador, tempo, espaço, personagens. E é também um romance, como já se disse antes, sempre aberto, passível de inúmeras e enriquecedoras releituras.

Enredo e estrutura:
O romance acompanha Bento Santiago desde a juventude, quando é destinado ao seminário, até a vida adulta, marcada por casamento e desconfiança. A narrativa retrospectiva e fragmentada busca “atar as duas pontas da vida”, misturando lembranças e interpretações pessoais. A suposta traição de Capitu é o núcleo emocional da obra, mas nunca é confirmada, criando uma tensão entre realidade e percepção.

Temas e estilo:
Machado de Assis emprega ironia, introspecção e digressões filosóficas para questionar a confiabilidade do narrador e a natureza da verdade. O ciúme, a manipulação da memória e o conflito entre razão e emoção revelam um estudo profundo da psicologia humana e da sociedade carioca do século XIX.

Importância literária:
“Dom Casmurro” consolidou Machado de Assis como um dos maiores autores da língua portuguesa. A obra é amplamente estudada em escolas e universidades e frequentemente comparada a clássicos de introspecção psicológica como “Madame Bovary” e “O Primo Basílio”. Sua ambiguidade narrativa mantém viva a discussão sobre culpa, ilusão e confiança.

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