SubjetivoSobre “A Cidade” Poema de Kaváfis Postado Por Raí T. Rio 10 de maio de 2026 Postado Por Raí T. Rio 115 “Dizes: “Eu vou para outras terras, eu vou para outro mar. Hão de existir outras cidades melhores do que esta. De todo o esforço feito – estava escrito – nada resta e sepultado qual um morto eu tenho o coração…” Você pode se interessar por este post Sobre “Vou-me Embora Pra Pasárgada” “A Cidade” é um poema do escritor grego Konstantinos Kaváfis (C. P. Cavafy), um dos autores mais importantes da literatura grega moderna. Escrito no início do século XX, o texto reflete a temática recorrente de Kaváfis sobre o exílio interior, a memória e a inevitabilidade da repetição do destino humano. Contexto e tema: Composto originalmente em grego sob o título *Η Πόλις* (“A Cidade”), o poema apresenta um narrador que deseja abandonar o lugar onde vive em busca de uma vida melhor. A voz poética, porém, adverte que a “cidade” o seguirá, pois ele carrega dentro de si o mesmo fracasso e a mesma rotina. A metáfora central sugere que não é possível escapar de si mesmo: a mudança geográfica não redime o espírito. Forma e estilo: “A Cidade” é escrita em verso livre, com linguagem direta e tom meditativo. O estilo de Kaváfis combina simplicidade formal e profundidade filosófica, frequentemente apoiado em ironia e na cadência do discurso cotidiano. O ritmo contido e a ausência de ornamentação refletem a contenção emocional do eu lírico. Significado e recepção: O poema é amplamente interpretado como uma parábola sobre o autoconhecimento e a responsabilidade pessoal. Sua universalidade fez de “A Cidade” uma das obras mais traduzidas de Kaváfis e um texto fundamental na poesia moderna. É frequentemente citado como exemplo da capacidade do autor de unir o cotidiano urbano e a introspecção moral. Traduções e legado: Traduzido em dezenas de idiomas, “A Cidade” consolidou a reputação internacional de Kaváfis após sua morte em 1933. No mundo lusófono, recebeu traduções por poetas como José Paulo Paes e Haroldo de Campos, que destacaram sua clareza ética e sua musicalidade contida. O poema continua a inspirar reflexões sobre identidade e destino na literatura contemporânea. “A vida, pois, que dissipaste aqui, neste cantinho do mundo, no mundo inteiro é que a foste dissipar.” CONHEÇA O POEMA COMPLETO Tem alguma opinião? Compartilhe sua reação ou deixe um comentário rápido — adoraríamos saber sua opinião! 0 1 0 0 0 0 Kaváfis Compartilhar 0 FacebookTwitterWhatsappEmail Adicionar Novo comentário Deixe um comentário Cancelar resposta Quero me inscrever na newsletter! Post Anterior A Cidade Próximo Post Machado de Assis Você também pode gostar destes posts Sobre “Vou-me Embora Pra Pasárgada” Sobre “Ítaca” Sobre “Lembra, Corpo”