PoéticaDuas Lágrimas Fátima Hauck Postado Por Raí T. Rio 19 de julho de 2013 Postado Por Raí T. Rio 112 Dos olhos de um homem Uma lágrima eu vi rolar – Por que choras? Perguntei. Por que tanta dor em teu olhar? Parece que trazes contigo todas as dores Do mundo, tamanho é o teu pesar! – Por que choras me perguntas? Por que padeço assim? Porque todas as dores do mundo caem sobre mim Eu sou o esteio da vida, sou o amparo e a guarida Sou paz e liberdade, sou um grito na garganta Sou o sol e a planta, sou o caminho e a verdade Sou a árvore e a raiz, sou os lábios de quem diz uma prece em fervor Sou a relva e o orvalho, sou a cruz e o calvário Sou a bondade e o amor, sou o passado e o presente Sou o senhor de muita gente e de outras sou irmão Sou amigo e companheiro, sou o descanso do guerreiro e do justo o coração Sou o vento e a tempestade, sou o pai da humanidade Sou o carinho e o perdão, sou a noite, sou o dia Sou onde tudo principia, sou de Deus a criação Eu sou a natureza, sou o quadro e o pintor De tudo faço parte, em tudo estou – Diz-me, então, meu bom amigo, com verdade e com franqueza Se de tudo fazes parte e se é tua essa beleza Por que então trazes na alma esta infinita tristeza? – De tudo faço parte, pode crer no que te digo Mas é verdade também que nem todos fazem parte comigo. Ao dizer estas palavras, com ternura me olhou E dos seus olhos tristes, outra lágrima rolou. Você pode se interessar por este post Cançãozinha para Tagore Tem alguma opinião? Compartilhe sua reação ou deixe um comentário rápido — adoraríamos saber sua opinião! 0 -1 0 0 0 0 Fátima Hauck Compartilhar 0 FacebookTwitterWhatsappEmail Comentar Deixe um comentário Cancelar resposta Post Anterior Cançãozinha para Tagore Próximo Post Ode aos Calhordas Você também pode gostar destes posts Na Rua Recordação Diante da Casa