Vida e ObraManuel Antônio de AlmeidaMemórias da Boa Literatura Postado Por Raí T. Rio 31 de maio de 2026 Postado Por Raí T. Rio 102Manuel Antônio de Almeida, filho do tenente Antônio de Almeida, e de Josefina Maria de Almeida, nasceu no Rio de Janeiro aos 17 de novembro de 1830. Seu pai morreu quando Manuel Antônio tinha dez anos de idade e, quando tinha por volta de vinte anos, sua mãe também faleceu. Concluiu a Faculdade de Medicina em 1855, mas nunca exerceu a profissão. Dificuldades financeiras o levaram ao jornalismo e às letras. Grande escritor brasileiro do século XIX, ficou conhecido pelo seu romance “Memórias de um Sargento de Milícias”, considerado o primeiro romance urbano do Brasil e precursor do realismo no país. Você pode se interessar por este post Cecília MeirelesPertenceu à primeira sociedade carnavalesca do Rio de Janeiro, o Congresso das Sumidades Carnavalescas, fundado em 1855 e, também, foi professor do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Manuel foi redator do jornal Correio Mercantil, para o qual escrevia um suplemento, “A Pacotilha”. Neste suplemento publicou nas páginas dos folhetins sua única obra em prosa de fôlego, a novela “Memórias de um Sargento de Milícias”, de 1852 a 1853, em capítulos. Em 1858 foi nomeado diretor da Tipografia Nacional, onde conheceu o jovem aprendiz de tipógrafo Machado de Assis. Procurou iniciar a carreira na política. Quando iria fazer as primeiras consultas entre os eleitores, morreu no naufrágio do navio Hermes, em 1861, na costa fluminense.“Memórias de um sargento de Milícias”, de 1852, foi seu único livro. Retrata as classes média e baixa, algo muito incomum para a época, na qual os romances retratavam os ambientes aristocráticos. A experiência de ter tido uma infância pobre influenciou Manuel Antônio de Almeida no desenvolvimento de sua obra. Escreveu também a peça de teatro “Dois Amores” em 1861, que foi apresentada após a sua morte, com música da Condessa Rosawadowska, sem alcançar sucesso.Também escreveu crônicas, críticas e outros artigos publicados em jornais da época e que foram reunidas em livro, em 1991, por Bernardo de Mendonça a partir da pesquisa de fontes primárias, a começar pelo jornal Correio Mercantil, do Rio de Janeiro. ” A Obra Dispersa de Manuel Antônio de Almeida” reúne não só a colaboração dispersa em jornais e a opereta “Dois Amores”, mas três antologias complementares: a correspondência ativa, descoberta entre os recentes anos 50 e 60, dirigida a Quintino Bocaiuva, Francisco Ramos da Paz e José de Alencar; os depoimentos de contemporâneos, como Francisco Otaviano, Machado de Assis, Augusto Emílio Zaluar, Félix Ferreira, Joaquim Manuel de Macedo; e, por fim, uma mostra das hesitações críticas nas leituras pré-modernistas das Memórias de Um Sargento de Milícias.Manuel Antônio de Almeida veio a falecer na cidade de Macaé, interior do estado do Rio de Janeiro, no dia 28 de novembro de 1861.PRINCIPAIS LIVROS DA CARREIRA:1852–1853 – Memórias de um Sargento de Milícias (publicação em folhetins) 1854–1855 – Memórias de um Sargento de Milícias (publicação em dois volumes) 1861 – Dois Amores (peça de teatro)Tem alguma opinião?Compartilhe sua reação ou deixe um comentário rápido — adoraríamos saber sua opinião! 0 1 0 0 0 0 Manuel Antônio de Almeida Compartilhar 0 FacebookTwitterWhatsappEmailAdicionar Novo comentárioDeixe um comentário Cancelar resposta Sua avaliação: Quero me inscrever na newsletter! Post Anterior José de Alencar Próximo Post Memórias de um Sargento de Milícias – 1854 Você também pode gostar destes posts José de Alencar Konstantinos Kaváfis Clarice Lispector